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Vulvovaginites: Conheça os 3 principais tipos

02/12/2019

17:20:28

Por: Dra. Juliana Mariotti CRM/RS 27.561

Ginecologista e Obstetra 

 

As vulvovaginites são infecções ou inflamações na vulva ou vagina. Causam uma série de sintomas incômodos para as mulheres, principalmente o corrimento, coceira, dor na relação sexual ou ao urinar, e até sangramento vaginal. A ocorrência de um ou mais tipos de vulvovaginites é relativamente comum, no entanto, precisa ser tratado: não só pelos sintomas desconfortáveis, como pelo risco de evoluírem para uma infecção mais séria. Confira os três tipos mais comuns: 

 

Candidíase Vaginal

No decorrer da vida, raramente uma mulher deixou de apresentar esta afecção. Trata-se de um fungo gram-positivo (que vive normalmente no nosso corpo) que em condições favoráveis, multiplica-se, tornando-se patogênico. A espécie mais frequente é a Candida Albicans. Os sintomas são corrimento esbranquiçado (tipo leite talhado), prurido (coceira), ardência, urgência para urinar e dor nas relações sexuais. 
Esta infecção pode ser causada por fatores que favorecem a multiplicação do fungo, tais como: gravidez, diabetes, exagero de duchas vaginais, vestuário inadequado, desodorantes íntimos, uso de anticoncepcionais orais, imunodepressores ou antibióticos de amplo espectro, deficiências nutricionais (ex. deficiência de ferro e zinco), alimentação rica em carboidratos refinados, obesidade, clima quente (piscinas e praia), estresse crônico e conflito emocional. 

 

Vaginose Bacteriana
Esta infecção caracteriza-se pela proliferação de bactérias na região genital feminina, principalmente a Gardnerella Vaginalis. No entanto, diferentemente da candidíase, os sintomas são muito mais sutis. Como a doença não apresenta uma reação inflamatória, é preciso ficar atento aos seguintes sintomas: aumento no volume de corrimento (branco–acinzentado) e odor fétido. A vaginose bacteriana pode ser transmitida pelo contato sexual (embora os homens não apresentem sintomas da doença), e também pode se manifestar na mulher sem haver contato sexual, quando há um desequilíbrio na flora vaginal, fazendo com que a concentração de bactérias aumente. O não tratamento da Vaginose pode ocasionar problemas mais sérios, como: endometrites e inflamação das trompas. 

 

Tricomoníase 

Esta infecção é causada por um protozoário (Trichomonas Vaginalis). É considerada uma DST – Doença Sexualmente Transmissível, pois é transmitida pelo contato sexual ou íntimo com uma pessoa contaminada. Em geral, afeta mais as mulheres, pois no ambiente da flora vaginal encontra condições mais adequadas para sua manifestação. A doença pode passar meses despercebida, o que dificulta seu tratamento. A manifestação costuma ocorrer durante ou logo após a menstruação. Os sintomas são parecidos com os das demais vulvovaginites, como coceira,dor, corrimento (a cor mais característica é amarelo-esverdeado) odor forte e desagradável e dificuldade para urinar. O diagnóstico é feito pelo ginecologista, a partir de exames. A doença precisa ser tratada, visto que causa microlesões na parte interna da vagina e pode levar a manifestação de outras vulvovaginites. 


Conforme destacamos, os sintomas das vulvovaginites são muito parecidos, no entanto os tratamentos são específicos para cada caso. Ao identificar qualquer sintoma, procure seu/sua médico(a) ginecologista, que identificará a causa e indicará o tratamento correto. É muito importante também que as mães orientem as filhas mais novas sobre os sintomas, visto que estas afecções podem ocorrer já no início da puberdade, antes mesmo do início da vida sexual. 

 

Dra. Juliana Mariotti

Ginecologista e Obstetra 

Contatos: (54) 3324-6124 e (54) 9 9989 6822

Informações

  Dra. Juliana Mariotti - CRM/RS 27.561 / RQE 20.417

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